O guarda-redes Muslera deteve dois pênaltis de Mensah e Adiyiah. Maxi Pereira ainda perdeu. E coube a Loco Abreu marcar o golo da vitória.
Em campo, os uruguaios personificaram o melhor estilo sul-americano. Após um primeiro tempo apático, em que foram completamente dominados por Gana - os únicos lance de perigo sul-americano nos primeiros 45 minutos aconteceram no início do jogo, até os 15min –, a partir do segundo tempo o jogo mudou. A selecção de Oscar Tabarez foi aguerrida, brigou pelos lances, não desistiu.
Manteve o 1 a 1 no placar em um lance assim. Aos 15min do 2º tempo da prorrogação, em bola lançada na área, Gana quase marcou duas vezes, até a mão de Suarez. E, nos penáltis, garantiu a vaga na semifinal. O rival será a Holanda, que eliminou o Brasil. A partida está marcada para a próxima terça-feira.
O resultado acaba com os sonhos não só de Gana, mas de todo o continente africano. Pela primeira vez organizando o Mundial, o sonho de todos os africanos passava por assistir, pela primeira vez, a um representante jogar as semifinais do torneio.
E a equipa estruturada pelo técnico sérvio Milovan Rajevac parecia montado especialmente para isso. Era experiente, tinha a maioria de seus atletas actuando na Europa e um esquema de jogo cauteloso, defensivo, mas com força no ataque. Asamoah Gyan, um tanque de 1,86m, somava três golos na competição e era um perigo para os uruguaios.
Além disso, sabia vencer. Conquistou o Mundial sub-17 duas vezes. E o sub-20, uma, no ano passado, batendo o Brasil de Paulo Henrique Ganso na final. Além disso, foi vice-campeão de Mundiais menores quatro vezes. Os ganenses, no entanto, ainda não conseguiram a transição. Para eles, o futebol ainda é um desafio contra a elite mundial.